sexta-feira, 5 de novembro de 2010

A decadência do pensamento crítico (II)


Fala-se do valor indiscutível da opinião, como símbolo da Liberdade. Opiniões todos as têm, valem pouco nos dias que correm, sem algo para as validar. A nossa democracia, como qualquer democracia, não pode ser representada pelo simples respeito à opinião, mas pela capacidade que temos em estudar o porquê de cada opinião (porque há opiniões que simplesmente não se podem respeitar, e não vem mal nenhum ao mundo, o Hitler e o Salazar não voltam) e o porquê de coisas destas serem possíveis, hoje em dia. A página do Facebook do Ípsilon é, então, o retrato vivo da nossa democracia, ou o da herança de Salazar? Será o das duas, porventura...

A decadência do pensamento crítico (I)


Rui Francisco Pereira disse...


Eh pah eu podia agora responder mas tu já levaste tanto na cabeça, de quase todos estes comentadores. Já é tão óbvio o que tu és e o que pretendes representar, já foste tão humilhado aqui, que eu sinceramente acho que já chega.

Até eu te vou dar o descanso.
Adeusinho e vê se aprendes a lição.

A blogoesfera como campo de batalha, é rei quem tem a última palavra, seja ela qual for. Local de lições, de constatações óbvias e de justiça mercenária, palco de humilhações. Como explicar que a estreiteza e a mesquinhez de pensamento é que são a verdadeira ditadura?

Um desabafo...


Mas o que é que se passa, caralho? Desde quando é que criticar um filme se tornou insultar alguém? O post é um desabafo, não é um ataque nem, penso eu, um resumo da verdade do que é ser um cinéfilo.. E aquilo só parece um debate porque se tornou uma troca de insultos entre pessoas que, julgo eu, não se conhecem, nem sequer se querem dar a conhecer (anónimos, nicks).

Depois confunde-se liberdade com estupidez, ou seja, o comentador é livre, tem de ser livre, repete-se inúmeras vezes (o post tem mais de 60 comentários), de insultar o autor de um blogue, no seu blogue. O autor tem de publicar esse insulto, senão voltamos aos tempos do Salazar (que coisa tão batida e idiota, por amor de deus - até desperta o católico que há em mim). O autor de um blogue, no seu blogue, faz o que bem lhe apetecer e por sua conta e risco..

Que não se use a blogoesfera (que para mim ainda é um óptimo contexto ou local para trocar ideias, debater e argumentar), para curar frustrações a um nível de impessoalidade tremendo e nojento. Que se discorde e se discuta, sim, mas que se compreenda, escrevendo e lendo, de acordo..

O que é ser cinéfilo? É ver e adorar ver Cinema.. É Visconti à noite com um copo de vinho branco, Hawks à tarde com amigos, uma tarde no cinema do shopping com alguém especial, que nunca é inútil, nem sequer em termos de Cinema, Carpenter, Russ Meyer (eheh) e Cronenberg de madrugada, Tati e Ozu em família, Ford e Ray como quem olha para um altar, César Monteiro para um refúgio intelectual, social, político, o tal pensar em porque pensamos como pensamos, mas é tudo pouco, é tudo pouco e redutor.

Mais do que tudo, e porque há muito egoísmo naquela caixa de comentários, ser cinéfilo é avaliar filmes não só por nós, mas por todos, o gosto universal de que um certo filósofo falava, pensar que preenchemos ou atingimos um certo patamar ético, por simplesmente gostar de um filme. Adorar um filme pode, e deve, ser uma coisa iminentemente altruísta. Complexa, também...


domingo, 31 de outubro de 2010

Música para domigo


ou o meu post de Halloween

Não sei se já aqui falei nas programáticas mas belíssimas e coolíssimas bandas-sonoras dos filmes de John Carpenter. Com elas, Carpenter controla o ritmo fílmico, plano a plano, é o auteur por excelência (porque não?).. segue-se, então, um top 5 pessoal das suas bandas-sonoras:

1. In the Mouth of Madness (1995) - aquele final, aquele final...


2. Vampires (1998) - o penúltimo grande western (o último é Ghosts of Mars)


3. Escape From New York / Escape from LA - o díptico que mais adoro, Escape From LA é um dos meus filmes da vida...


4. Assault on Precinct 13 - a primeira manifestação musical do mestre



5. The Thing - because there`s no way this is a Morricone tune...


Menção honrosa: Big Trouble in Little China - the ultimate trip of the 80s



Os mais esperados


The Ward (2010)

Darkchylde (2011?)

* Lembro-me de ter tomado como certo o regresso de Carpenter ao Cinema, há um ano, com Riot, que seria interpretado por Nicholas Cage e, por isso, não ter levado a sério as notícias do lançamento de The Ward. Pois bem, The Ward já estreou no Festival de Toronto e foi visto no de Sitges, também. Podem-se acompanhar as últimas notícias sobre o filme, que têm sido divulgadas e comentadas, aqui. Darkchylde é o suposto novo projecto do realizador... A ver vamos..

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Planos (XXIV)



Professione: Reporter, de Michelangelo Antonioni

* Porque já cá faltava, este...

terça-feira, 26 de outubro de 2010

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Planos (XXIII)



The Quiet Man, de John Ford

quinta-feira, 21 de outubro de 2010


Depois de ver ignorado o seu melhor filme desta década (Ne Touchez Pas la Hache, coisa magnífica, estupenda), Rivette volta a ser "distribuído" em Portugal. É dia de jubilo!!

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Da estatura de um Homem


Juventude em Marcha, de Pedro Costa

The Limits of Control, de Jim Jarmusch

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Planos (XXII)



Heaven`s Gate, de Michael Cimino

* Ford, Ford, Ford...

quarta-feira, 13 de outubro de 2010


* Bancroft. Nunca tão bela como aqui.