O cume da arte fulciana
sábado, 10 de setembro de 2011
sexta-feira, 9 de setembro de 2011
Karloff, o mito*

Ladies and gentlemen, boys and girls, I'd like to leave you with a little story to think about as you drive home... through the darkness... Once upon a time, many, many years ago, a rich merchant in Baghdad sent his servant to the marketplace to buy provisions... and after a while the servant came back, white-faced and trembling, and said, 'Master, when I was in the marketplace, I was jostled by a woman in the crowd, and I turned to look, and I saw that it was Death that jostled me. And she looked at me and made a threatening gesture. Oh, master, please, lend me your horse, that I may ride away from this city and escape my fate. I will ride to Samarra and Death will not find me there.' So the merchant loaned him the horse and the servant mounted it, and dug his spurs into its flank, and as fast as the horse could gallop he rode towards Samarra. Then the merchant went to the market-place and he saw Death standing in the crowd and he said to her, 'Why did you make a threatening gesture to my servant when you saw him this morning?' And Death said, 'I made no threatening gesture - that was only a start of surprise. I was astonished to see him here in Baghdad, for I have an appointment with him tonight... in Samarra.'
*em Targets, de Bogdanovich, peça de tensão de uma potência desoladora, o Fuller parece que teve uma mãozinha no guião. É com o mito 'Karloff' que Bogdanovich "brinca", depois do Corman lhe dizer "pega, tens o Karloff durante uns dias e tens que usar imagens do meu último filme. Fá-lo barato!". Brinca a ponto de no fim, Bobby, o sniper, não saber se atinge o mito ou a pessoa, a imagem ou a carne. O resto, é a maneira como duas pessoas lidam com o vazio, aquilo que nos faz perguntar e decidir o que havemos de fazer a seguir. É possível fazer cinema com uns tostões furados. Mas não só cinema, cinema cheio de ideias: O plano final, do drive-in, só o carro do sniper, brilhante; a montagem final, construída como pirâmide, até às chapadas do Karloff, tau; Hawks e Bogdanovich, e outro plano, o zoom in em Karloff sob o signo da Morte (brincar com o mito, outra vez), em Criminal Code e a réplica do aprendiz, Bogdanovich, no plano em que Karloff profere as palavras em cima. Mais podia dizer, mas fico-me por aqui...
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quinta-feira, 8 de setembro de 2011
quarta-feira, 7 de setembro de 2011
terça-feira, 6 de setembro de 2011
segunda-feira, 5 de setembro de 2011
2ª série dos Planos (XXI)
I / II / III / IV / V / VI / VII / VIII / IX / X / XI / XII / XIII / XIV / XV / XVI / XVII / XVIII / XIX / XX
De vez em quando, convido bloggers a escolher um plano e a falar, também, sobre ele. O vigésimo primeiro convidado é o Gabriel Passos, do Sétimo Projetor, que escolheu este plano de Le Monde Vivant, de Eugène Green:












"Em penumbra, banhadas pela fraca e instável luz de uma tocha desafiada pelo vento impetuoso, duas mãos se buscam. Seus movimentos revelam um anseio tornado realidade pela fé na palavra. Esta, como uma ponte entre espírito e corpo, conjuga as partes de um todo que se aperfeiçoa continuamente na harmonia de uma formação coerente consigo mesma, celebrando a libertação e transubstanciação do desejo que nunca foi de outra coisa senão deste momento sagrado. Momento cada vez mais raro no cinema.
A entropia de um reinado da mentira, da desvirtuação da palavra, pronunciada por corpos estraçalhados e espíritos embotados está assente na inconsciência e sono profundo com que o cinema de Green não pactua e toma as vezes de atalaia, dando a ver e alertando seus semelhantes que em dado momento de decadência nem todos dançam na lama. Diante da frontalidade de seus personagens, olhares penetrantes, pronuncia clara e caminhos retos, qualquer cínico que, não obstante a confusão, tenha vislumbrado a mínima faísca de consciência, só conquistada a duras penas, há de se envergonhar. A contemplação duma encenação tão justa e ordenada, transparente e objetiva, deixa às claras os cacos da cultura de nossos tempos.
Seus heróis são cavaleiros que percorrem seus trajetos guiados pela intuição atinada pelos germes do devir que guardam e acalentam dentro de si, libertando donzelas e crianças e decepando ogros. Estes vilões simiescos que devotam suas forças a estancar o tempo ao passado nebuloso ao qual pertencem, se alimentando do sangue do futuro e aprisionando a beleza que sublima, não são comprometidos com suas palavras, sendo estas só mais um elemento desconexo de um ser sem nenhum princípio de coesão. Deformados em total arbitrariedade, tais monstros se assemelham aos filões do cinema contemporâneo. A antípoda, portanto, a ser combatida pela arte de Green, este sopro de ar fresco — da palavra, do corpo, do espírito." (Gabriel Passos)
O próximo convidado é o Projeccionista.
domingo, 4 de setembro de 2011
Sobre o que é tudo isto, afinal
Film, baby, powerful tool for love or laughter, fantastic weapon to create violence or ward it off, is in your hands. The only possible chance you've got in our round thing is not to bitch about injustice or break windows, but to make a concerted effort to have a loud voice. The loudest voice known to man is on thousand-foot reels. Campus chants about war are not going to help two peasants in a rice paddy on Tuesday. However, something might be said on emulsion that will stop a soldier from firing into nine children somewhere, sometime. Now; next year; five years from now. Try emulsion instead of rocks for race relations and ecology. That, and love and laughter, has to be what it's all about. Then you'll survive. Maybe we'll all survive. Maybe.
via Signo do Dragão
Where do you start? There’s no Monopoly board. No “Start, Do Not Pass Go.” I think you start out by just being there, and being curious and having the drive to make films.
More important: make film, shoot film, run film
Do something.
Make film. Shoot anything.
It does not have to be sound.
It does not have to be titled.
It does not have to be color.
There is no have to. Just do.
And show it to somebody. If it is an audience of one, do and show, then try it again.
That is how.
It sounds simple.
It’s not. Then again, it is.
sábado, 3 de setembro de 2011
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