quarta-feira, 25 de abril de 2012
terça-feira, 17 de abril de 2012
Das entraves à criação

When he was doing a picture on the Fox lot, the associate producer questioned the way he was setting up a shot. Ford asked him how he would like to do it, and the man explained it to him. Ford very obligingly made the changes, shot the scene that way, and then asked if it was satisfactory. When he heard that it was, he took the film magazine off the camera, and handed it to the associate producer with the words, "Here's your scene. Now I will shoot it my way."
segunda-feira, 16 de abril de 2012
domingo, 15 de abril de 2012
sexta-feira, 13 de abril de 2012
terça-feira, 10 de abril de 2012
terça-feira, 3 de abril de 2012
quarta-feira, 28 de março de 2012
domingo, 25 de março de 2012
A petiçao dá frutos!!
Com o anúncio da contratação dos cinco da meia-noite para a RTP1, o segundo canal programa cinco filmes de 2 a 6 de Abril, voltando portanto o "Cinco Noites, Cinco Filmes". Junto-me assim ao Luís e ao Miguel nas celebrações, com a esperança que os ciclos continuem e a acreditar que é a desenvolver, promover e apoiar causas destas que as coisas mudam.
Stallone, '78
Paradise Alley (1978), de Sylvester Stallone
(...) Malgré son sens constant de l’humour et de la dérision, malgré sa fin optimiste, le film réalisé ressemble à un long cauchemar. Les scènes de quartier et de nuit, l’éclairage, le choix du plan fixe (pratiquement aucun mouvement de caméra) et des fondus enchaînés (trop fréquents), tout participe d’une mise en scène codée du cauchemar. Sur ce point, le générique (très réussi) est clair : de toit en toit, Cosmo et un membre du gang Mahon font la course ; la scène est filmée de nuit, au ralenti, et découpée en plans fixes ; chaque entre-toit (pris d’en bas, en une contre-plongée verticale) est un trou d’air qui guette les coureurs ; les visages sont déformés par l’effort. Et tous les plans du film sont, à l’image du générique, des efforts poussés à l’extrême, mais comme ralentis, dans le vide et sans prise. On se démène de plus en plus, on emploie toujours plus de force –la surenchère dérisoire- mais le plan fixe vous laisse sur place. Les personnages luttent pour arriver au bout de chaque séquence et la caméra de S. Stallone ne les aides jamais, au contraire (...)"
Leos Carax
sábado, 24 de março de 2012
BELLS ARE RINGING (1960)

“I work to please myself. I'm still not sure if movies are an art form. And if they're not, then let them inscribe on my tombstone what they could about any craftsman who loves his job: Here lies Vincente Minnelli. He died of hard work.”
Vincente Minnelli
Das lições que maravilhas perdidas no tempo como esta, podem dar:
1. Não há (ou não devia haver) teses, pontos de vista e filosofias para discussões e debates, num filme. A câmara recebe e amplia gestos e acções, transformando-as em convivência, com o tempo que é preciso para os receber, ampliar e transformar e o nosso (do espectador) tempo para os detectar, digerir e ser maravilhado (nem tem que ser por esta ordem).
1.1) Que dessa espera e desse tempo, nasce um verdadeiro trabalho com actores, em que o artifício da coisa desvanece e é o "ser" e o "estar" que despontam. Ou como nunca se viu a Judy Holliday ou a Jean Stapleton como se vê, neste filme (o Dean Martin é outra história), ou como não existe tal coisa como "a interpretação".
2. É preciso pensar a cena como um todo; aqui no grau máximo de apuro, onde cada situação e cada "pôr em situação" é revelador. Apagar o corte, fazê-lo num piscar de olhos, que é quanto basta, construir a progressão das coisas com a noção ou a consciência de quem está lá e do que está lá, do que acontece, do que se pode ou não fazer. Exemplo? O mais sonante, talvez, mas qualquer outra situação do filme lhe é comparável; que passa por imensa coisa, mas sobretudo por pensar os movimentos da cena e da câmara, trabalhar a comicidade entre eles (a variação dos enquadramentos, quantos são possíveis), de forma a ser possível acabar com aquela aproximação maravilhosa de câmara que é também a aproximação de duas almas (e isto só se torna importante quando a forma o faz importante).
2.1) Que tudo isto é ter um prazer imenso por filmar e, mais ainda, por filmar alguém, que cinema é pôr a câmara diante de (como dizia o Silva Melo), é povoar o espaço e é tentar procurar a verdade das (ou nas) coisas. É a Judy Holliday, embaraçada, a atender três ou quatro telefonemas ao mesmo tempo, sem perder o fio dos seus afazeres à meada, usando mãos, pés, a voz e o corpo duma forma tocantemente natural.
2.1.a) A geografia e a coreografia do espaço (e em quanto espaço, em tantos filmes, não há geografia alguma, coreografia muito menos), encontrar linhas entre o decór e o actor e torná-los indissociáveis*, para referência e para efeito, para não nos perdermos e "nos encontrarmos", para que algo mais que só a estória, passe.
3. Bells are Ringing é uma ode apaixonada a Judy Holliday. É à volta dela que tudo gravita, é ela que tudo pode e todos ajuda. Minnelli, mais do que todos os realizadores que com ela trabalharam (Cukor, incluído), apercebe-se da sua inteligência emocional e corporal e constrói todo um filme em redor da sua persona. E é a coisa mais prazerosa e bela de se ver.
3.1) Para a coisa surtir efeito, sente prazer por estar com quem gravita à volta de Holliday, e todos os outros actores que não ela são difusores da luz dessa estrela.
1.1) Que dessa espera e desse tempo, nasce um verdadeiro trabalho com actores, em que o artifício da coisa desvanece e é o "ser" e o "estar" que despontam. Ou como nunca se viu a Judy Holliday ou a Jean Stapleton como se vê, neste filme (o Dean Martin é outra história), ou como não existe tal coisa como "a interpretação".
2. É preciso pensar a cena como um todo; aqui no grau máximo de apuro, onde cada situação e cada "pôr em situação" é revelador. Apagar o corte, fazê-lo num piscar de olhos, que é quanto basta, construir a progressão das coisas com a noção ou a consciência de quem está lá e do que está lá, do que acontece, do que se pode ou não fazer. Exemplo? O mais sonante, talvez, mas qualquer outra situação do filme lhe é comparável; que passa por imensa coisa, mas sobretudo por pensar os movimentos da cena e da câmara, trabalhar a comicidade entre eles (a variação dos enquadramentos, quantos são possíveis), de forma a ser possível acabar com aquela aproximação maravilhosa de câmara que é também a aproximação de duas almas (e isto só se torna importante quando a forma o faz importante).
2.1) Que tudo isto é ter um prazer imenso por filmar e, mais ainda, por filmar alguém, que cinema é pôr a câmara diante de (como dizia o Silva Melo), é povoar o espaço e é tentar procurar a verdade das (ou nas) coisas. É a Judy Holliday, embaraçada, a atender três ou quatro telefonemas ao mesmo tempo, sem perder o fio dos seus afazeres à meada, usando mãos, pés, a voz e o corpo duma forma tocantemente natural.
2.1.a) A geografia e a coreografia do espaço (e em quanto espaço, em tantos filmes, não há geografia alguma, coreografia muito menos), encontrar linhas entre o decór e o actor e torná-los indissociáveis*, para referência e para efeito, para não nos perdermos e "nos encontrarmos", para que algo mais que só a estória, passe.
3. Bells are Ringing é uma ode apaixonada a Judy Holliday. É à volta dela que tudo gravita, é ela que tudo pode e todos ajuda. Minnelli, mais do que todos os realizadores que com ela trabalharam (Cukor, incluído), apercebe-se da sua inteligência emocional e corporal e constrói todo um filme em redor da sua persona. E é a coisa mais prazerosa e bela de se ver.
3.1) Para a coisa surtir efeito, sente prazer por estar com quem gravita à volta de Holliday, e todos os outros actores que não ela são difusores da luz dessa estrela.
4. Que nunca é o tema o mais importante.
5. Que o travelling é sempre uma questão de moral.
6. Que o cinema é dos craftsmen.
* e esta ideia é roubada daqui.
Etiquetas:
George Cukor,
Jorge Silva Melo,
Vincente Minnelli
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