sábado, 26 de novembro de 2011


Ray's World according to Ray

Um comentário:

João Palhares disse...

"O que estou a tentar dizer, então? O artista/administrador/ditador/planeador/logístico/estratega/politico/vigarista/realizador, sob pressão económica – como está sempre, quando filma - , deve ter uma pequena cápsula cheia de moléculas de associação e de todos os sentidos. Essa cápsula é o repositório de todos os seus preconceitos, defeitos de carácter, raivas, promessas, esperanças, conceitos, vaidades, amores, arrependimentos, sentimentos – como um censor automático. Reside tudo nessa cápsula pequena, que vagueia em torno da corrente sanguínea à bolsa de ar, às articulações dos ossos."

"Se depois de lutar contra todos os detalhes, influências, pressões, logísticas – e tudo o mais que esteja acontecendo sobre e dentro de mim, como realizador e a toda a hora do dia - , descubro aquela linda surpresa e sei, seja instintivamente ou profissionalmente, que encontrei a verdade da cena: esse é o tipo de acidente de que estava a falar. É uma revelação. É como um momento mágico magnífico, quando vejo que a verdade está ali..."