terça-feira, 12 de julho de 2011

Eram mais de cem

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"Eram mais de cem, eram mais de mil. Não os contei bem, um milhão de liliputianos, para aí... Os homens pequenos, quando são demais - não fazem por menos - tornam-se fatais. Vão por mim, que eu vivi.. / Como é que um freguês de uma freguesia qualquer, vê o seu destino fazer o pino sem saber ler nem escrever. Homem avisado sempre ouviu alguém dizer que um naufrágio é um presságio do que vai acontecer. / refrão / Vá-se lá saber o que é que esta gente me quer , neste lugar tão singular - ah quem me vá a valer. Há sempre um lugar que falta à gente conhecer. Ah se eu soubera como isto era nunca viera aqui ter / refrão / Preso assim que nem é modo de alguém preso ser. Pequenos filhos, escovadinhos, que assim me estão a prender. Já está tecida uma teia para me tecer, cabeça e pés, os dedos, dez. Já não me posso mexer.. / refrão

... Sem saber ler nem escrever... Que me vai acontecer?... Ah quem me vá a valer?.. Ah se se eu soubera nunca viera... aqui ter... Ahh.. assim me estão a prender.. Já não me posso mexer..."

de alguém que viveu já uma vida inteira..

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