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segunda-feira, 24 de abril de 2017

ENCONTROS CINEMATOGRÁFICOS DE 2017


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Bloco I
De Andrea Tonacci: OLHO POR OLHO, BLÁBLÁBLÁ e BANG BANG
De Rodrigo Grota: ANDREA TONACCI
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Bloco II
De Michael Cimino: HEAVEN´S GATE (As Portas do Céu) e THE SUNCHASER (Espírito do Sol)
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Bloco III
De Alberto Seixas Santos: MAL
De Luís Alves de Matos: A FAZER O MAL e REFÚGIO E EVASÃO
Projecção especial com filme surpresa

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sábado, 10 de abril de 2010

António



Vimos pedir-te as tuas memórias. Para começar, e como ligação aos testemunhos que temos de outros alunos, pedimos-te que nos fales das tuas memórias da Escola de Cinema.


Julgo que o António Reis se tornou professor da Escola em 1977. Eu entrei no ano lectivo de 1981/1982. As aulas só começaram a funcionar no ano de ’82, mas no meu primeiro ano o António estava a filmar o Ana com a Margarida, e não deu as primeiras aulas da cadeira. Os colegas dos anos anteriores falavam muito do António Reis, falavam dele como sendo uma figura mítica, na Escola. E lembro-me então que numa tarde estávamos a visionar uma cópia do Intolerance do Griffith numa mesa de montagem, para fazermos um trabalho sobre uma determinada cena para uma cadeira do Alberto Seixas Santos. Estavam para aí uns 8 ou 10 alunos da turma à volta da mesa, muito à vontade, digamos, a andar com o filme para trás e para a frente, possivelmente algum teria os pés em cima da mesa, outros estavam apoiados com o cotovelo, alguns fumávamos. E às tantas a porta da sala, que ficava nas nossas costas, abriu e quase sem darmos por isso alguém entrou. Virámo-nos e vimos uma pessoa assim para o franzino, muito frágil, com o seu bonezinho, e ninguém sabia quem era. Nenhum de nós o reconheceu. Pensámos que era um jardineiro, ou assim. Ele cumprimenta-nos, e pergunta o que estamos a fazer. Nós explicamos, tratando-o como um curioso qualquer. Se calhar a nossa atitude não foi muito de aluno para com professor, e às tantas ele começa a dizer, exaltado (que era uma característica que ele tinha porque gostava muito das coisas), que não era assim que se tratava um filme, não era assim que se estava numa sala de montagem. Ripostámos. E gerou-se ali uma certa tensão. Até que ele diz que é o António Reis, e ficámos todos... caladinhos! Foi assim que o conheci. Tinha ido lá, fora do tempo das aulas, para se apresentar, dizer que voltava à Escola, e que nos iria dar aulas.


Manuel Mozos

quinta-feira, 11 de março de 2010

Para a Ministra da Cultura


"O cinema português, que vale a pena, tem hoje em dia, apesar da paralisia, quando não da hostilidade, dos poderes públicos, um indiscutível prestígio internacional. Os seus realizadores, actores, técnicos, produtores, não deixaram de trabalhar apesar de tudo o que se tem vindo a passar. Está na altura de os poderes públicos assumirem as suas responsabilidades.
É necessária uma nova Lei do Cinema, mas é urgente uma intervenção de emergência no cinema português."